segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resumo do capítulo XIV d'Os Maias

Neste capítulo, começa a levantar-se o véu sobre o passado de Mª Eduarda. Apesar de todas as hesitações de Carlos, o leitor tem oportunidade, mais uma vez, de conhecer o seu “ bom coração “ e é fácil perceber-se que nada fará abalar o seu amor por Mª Eduarda.

Afonso da Maia partiu para santa Olávia e Mª Eduarda instalou-se nos Olivais. Por sua vez Ega partiu para Sintra, por alguns dias. Carlos saiu depois do jantar e encontrou o amigo Taveira no Grémio, que o advertiu contra Dâmaso. Taveira ainda arrastou Carlos até ao Price, mas Carlos pouco se demorou. Ao sair, Carlos encontrou Alencar e o senhor Guimarães, tio de Dâmaso.
Carlos começava a alimentar mais fortemente o seu desejo de fugir com Mª Eduarda para Itália e pensava no desgosto que poderia dar ao avô, mas o seu desejo de felicidade vencia todos os seus receios. Carlos visitava todos os dias Mª Eduarda nos Olivais, sendo descritos os seus encontros no quiosque japonês.
Os encontros de dia tornaram-se insuficientes e ambos começaram a desejar estar juntos também à noite. Carlos combinou então um encontro para uma noite e depois disso descobriu uma casa perto dos Olivais, que ele alugou para esperar aí os encontros noturnos. Numa dessas noites Carlos descobriu miss Sara no jardim envolvida com um jornaleiro. Carlos ficou chocado com a hipocrisia de miss Sara e estava decidido a contar a Mª Eduarda, mas depois resolveu calar-se, depois de refletir que também os amores entre os dois, embora com uma aparência de mais nobres e divinos, tinham também o seu teor de clandestinos.
Chegou o mês de Setembro e Craft, que estivera com Afonso em santa Olávia, fez uma visita a Carlos para lhe dizer que o avô lhe parecera desgostoso pelo facto de Carlos não ter aparecido por lá. Então Carlos comunicou a Mª Eduarda a sua decisão de visitar o avô e ela pediu-lhe que a deixasse ir fazer antes uma visita ao Ramalhete. Esta visita ficou combinada para o dia em que Carlos partia para santa Olávia.
Depois de percorrerem a casa, Mª Eduarda mostrou-se angustiada, lamentando o facto de Carlos se dispor a deixar todos os seus confortos no Ramalhete, querendo partir com ela para longe.
                Ao jantar Mª Eduarda comentou que Carlos lhe fazia lembrar a sua mãe, em certos jeitos, nos seus modos e na maneira de sorrir (mais um indício de tragédia). Falando da mãe, Mª Eduarda contou que ela era natural da ilha da Madeira e que casara com um austríaco. Mª Eduarda tivera uma irmãzinha que morrera em pequena.
                Apareceu Ega, que regressava de Sintra, trazendo notícias acerca de quem por lá passeava (os Cohen acompanhados de Dâmaso e a madame Gouvarinho) e Carlos mandou-o subir, pedindo-lhe para se juntar a eles no jantar.
                Iam-se fazendo horas e Carlos teve que partir, instalando-se num coupé com destino a santa Apolónia, que depois levaria Mª Eduarda de volta à Toca.
                Carlos regressou então no sábado seguinte. Almoçando com Ega, confidenciou-lhe que ambicionava instalar Maria em Itália e visitar regularmente o país, revelando gradualmente ao avô o amor que o unia a Mª Eduarda. Discutindo com Carlos, Ega era de opinião que a melhor cidade para se viver um amor era Paris. Assim os dois amantes podiam embrenhar-se durante o dia no movimento das ruas, das compras, da entrada nos clubes e nos museus, etc, para à noite se dedicarem um ao outro, sem nunca se aborrecerem. Chegou depois o Baptista, que entregou a Carlos um bilhete de Castro Gomes, que o esperava na antecâmara. Carlos disse então a Baptista que o mandasse entrar para o salão grande.
                Castro Gomes mostrou a Carlos uma carta anónima que tinha recebido no Brasil, a denunciar a relação de Carlos com Mª Eduarda. Então Castro Gomes revelou a Carlos que Mª Eduarda não era sua mulher e que Rose também não era sua filha, portanto, para não passar pela fama de marido atraiçoado, se limitava a retirar-lhe o seu nome, deixando-a com o nome de madame Mac Green, que ela tinha anteriormente. Após a saída de Castro Gomes, Carlos contou tudo a Ega, que simplificou a situação aos olhos de Carlos, dizendo-lhe que o facto de Mª Eduarda não ser casada com Castro Gomes diminuía os problemas que Carlos teria de enfrentar para alimentar a sua paixão.
                Carlos pensou primeiro em escrever uma carta a Mª Eduarda a terminar a relação entre eles, enviando-lhe dinheiro. Por fim, após muito refletir, decidiu deslocar-se aos Olivais. Confidenciando com Carlos, Ega assegurou-lhe que teria sido o Dâmaso o autor da carta anónima dirigida a Castro Gomes e então Carlos lembrou-se da conversa de Taveira, em que ele lhe contava sobre insinuações de Dâmaso, a propósito de se preparar um grande escândalo em Lisboa, envolvendo tiros e um duelo.
                Baptista preparou então a tipóia e acompanhou Carlos aos Olivais. Quando estavam a chegar à quinta apareceu Melanie, que estava à procura de uma carruagem que levasse Mª Eduarda ao Ramalhete. Depois da visita de Castro Gomes, Mª Eduarda tinha ficado muito nervosa e chorosa, querendo morrer. Melanie foi confidenciando que Mª Eduarda já não levantava o dinheiro que Castro Gomes lhe enviava, por isso Carlos a tinha encontrado um dia à porta do Montepio, onde tinha ido empenhar uma pulseira da senhora.
                Ao chegar aos Olivais Carlos foi encontrar Mª Eduarda debulhada em lágrimas e ela quis-lhe contar o seu passado, mostrando que a mãe é que tinha sido a culpada da sua desgraça. Mª Eduarda em choro pediu perdão a Carlos, relembrando o dia em que tinha tentado falar com ele, insistindo que tinha algo para lhe dizer, quando se declararam um ao outro. Carlos insistia em mostrar-se ultrajado com a mentira de Mª Eduarda, mas por fim não resistiu mais e, tomado pela emoção, pediu-a em casamento.

Autoras: Flávia Dias, nº 11 e Sónia Pina, nº 26, 11º L3

1 comentário:

  1. obrigada turma do contra. Foram a nossa salvação :D Se pudéssemos atirava-mo- nos para o chão tal era a nossa prostração, mas infelizmente o chão está sujo.

    Merci bien(no nosso pensamento está em itálico).

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