segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resumo do capítulo XV d'Os Maias

Este capítulo é marcado pela subjetividade, pois a Mª Eduarda conta a Carlos a sua história, sendo usado o discurso de primeira pessoa.
É inevitável que o leitor se deixe conduzir pelas palavras de Mª Eduarda, comovendo-se com os desaires da sua vida, resultantes do gosto de sua mãe por uma vida de aventuras atribuladas.
Destacam-se ainda as seguintes peripécias:
 Ega e Cruges jantam na “ Toca “, encantando-se com as maneiras de Mª Eduarda;
Dâmaso continua a pôr em prática as suas artimanhas para dificultar o romance de Carlos e Mº Eduarda.

Maria Eduarda conta a Carlos todo o seu passado (em analepse): nascera em Viena; não sabia nada do pai, apenas que era nobre e belo; tinha uma irmã que morrera; lembrava-se do avô materno, que lhe contava histórias de navios; fora educada num colégio de freiras. Maria Eduarda recorda a vida da mãe, que foi sempre decaindo, terminando em pobreza e miséria, devido ao seu gosto exacerbado pela boémia e pelo luxo. Querendo escapar à vida difícil que levava, juntou-se com Mac Gren, um irlandês que depois morreu na guerra, e de quem teve uma filha chamada Rose. Após a morte do companheiro, Maria Eduarda suportou muitas provações, juntamente com a mãe e a filha. Mais tarde regressou a Paris onde, sem amor, se juntou a Castro Gomes.
Carlos conta a Ega a história de Maria Eduarda e sente-se apreensivo por saber que o avô nunca irá compreender o passado da sua amada. Então Ega sugere que Carlos case apenas com Maria Eduarda após a morte do avô.
Carlos convida Ega para um jantar na "Toca". Mais tarde começa a convidar outros amigos que, aos poucos, frequentam a casa dos Olivais, nomeadamente Craft e o marquês de Sousela.
A pedido de Maria, Carlos recomeça a sua actividade literária, compondo artigos de medicina para a Gazeta Médica e rascunhos para o seu livro Medicina Antiga e Moderna. 
Uma manhã em que Carlos vai ver o correio, nos Olivais, depara com uma carta de Ega, acompanhada de um artigo de jornal, no “ Corneta do Diabo “, que Ega lhe pede para ler. Esse artigo, de teor difamatório, aludia, num tom infame e em calão, aos  amores de Carlos com Maria Eduarda. A troco de dinheiro, Ega conseguira suspender a tiragem, com exceção de dois números, um para a Toca e outro para o Paço, que em todo o caso não chegaria ao seu destino. Carlos percebeu que a publicação do artigo só poderia ter sido encomendada por Dâmaso.
Carlos vai a Lisboa com Mª Eduarda e Ega, que entretanto se veio encontrar com ele nos Olivais. No largo do Pelourinho, cruzam-se com o senhor Guimarães, o tio de Dâmaso, um anarquista que morava em Paris e que estava de passagem por Lisboa. O senhor Guimarães faz um aceno a Mª Eduarda, pois conhecia-a de Paris, e Mª Eduarda revela a sua identidade a Carlos e a Ega. 
Acompanhado de Carlos, Ega vai falar com Palma Cavalão, diretor do jornal, e propõe-lhe que, também a troco de dinheiro, identifique a pessoa que lhe encomendou o artigo difamatório contra Carlos e lhe forneça as respetivas provas, confirmando-se, então, que tinha sido o Dâmaso, com a cumplicidade de Eusebiozinho.
Carlos envia Ega e Cruges a casa do Dâmaso, a desafiá-lo ou para um duelo ou a retratar-se. 
Ega vai a casa de Dâmaso (casa que tem uma decoração espampanante, contrastante com a baixeza moral do seu proprietário). Sentindo-se “encurralado” por Ega e por Cruges, Dâmaso opta cobardemente, por assinar uma carta, redigida pelo próprio Ega, afirmando que tudo o que fizera publicar na "Corneta" sobre Carlos e Maria Eduarda fora invenção falsa e gratuita e se devia a um estado de embriaguez. Para se salvaguardar relativamente à responsabilização por futuras maledicências que pudesse proferir contra Carlos, Ega entendeu ainda fazer declarar a Dâmaso que não o deviam levar a sério, devido à sua tendência para abusar na bebida, que aliás era hereditária.   
Afonso da Maia regressa de Santa Olávia e Carlos e Ega contam-lhe o episódio comprometedor de Dâmaso, omitindo-lhe os amores de Carlos. Os dois amigos comunicam também a Afonso os seus projetos de criação de uma revista.
Mais tarde, no teatro, Ega descobre Raquel Cohen, acompanhada do marido e de Dâmaso, num camarote. Dâmaso acena a Ega com um ar de vaidade e é esse gesto que o leva a dirigir-se à redação do jornal “ A Tarde “, com o objetivo de pedir que publiquem a carta do Dâmaso. Ega demora-se ainda algum tempo na redação, acompanhando as conversas sobre política. O assunto da carta é depressa esquecido em Lisboa, porque surgem outros temas de interesse, como o da formação do Ministério.
Mais tarde vem publicada, também no jornal “ A Tarde “, a notícia de que Dâmaso vai fazer uma viagem de recreio por Itália.
 

Conclusões retiradas a partir da leitura do capítulo:
A ligação de Carlos e de Maria Eduarda fortalece-se ainda mais;
 Dâmaso deixa de ser uma “ pedra no sapato “ dos dois apaixonados, acabando definitivamente por afogar o seu despeito e desistindo de mover intrigas contra eles.

Autoras: Ana Nascimento, nº 1, e, Sara Almeida, nº 25, 11º L3

8 comentários:

  1. Obrigado pelos resumos :) são mesmo detalhados, deram mesmo jeito!

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  2. Após ler este blog fiquei a perceber do que é que se trata OS MAIAS:
    - sexo
    - traição
    - incesto

    Parabéns ao senhor Eça de Queirós por incentivar os jovens a terem relações com as irmãs e depois fugirem da sua responsabilidade.

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  3. Obrigadão. Pode ser que amanhã me safe com isto xD

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